Testamento Vital garante segurança no cumprimento da vontade de uma pessoa em relação a sua saúde

O documento é utilizado para prevenir a possibilidade de o interessado vir a ficar inconsciente

A Inglesa Polly Kitzinger sobreviveu, em 2009, a um acidente de carro, o qual provocou sérias sequelas cerebrais, deixando-a em estado vegetativo com o mínimo de consciência. Na época, a família tentou convencer os médicos a não submeterem Polly a tantas intervenções médicas para a mantê-la viva.

Ela era ativista pelos direitos de pessoas com deficiência. Trabalhava com os que perderam a capacidade de tomar as próprias decisões sobre tratamentos médicos por enfrentarem doenças mentais. Era uma aventureira e a família tinha cartas e relatos da própria Polly defendendo o direito do Testamento Vital, chamado pelos médicos como Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV).

No Reino Unido, a legislação mudou depois de 2009, ano em que Polly sofreu o acidente, e os tribunais passaram a se posicionar sobre casos similares. As decisões têm sido no sentido de que, mesmo quando não há o registro da diretiva antecipada de vontade, isso não significa que a pessoa não tenha desejos para serem considerados.

Testamento Vital é um documento no qual uma pessoa expressa sua vontade em relação a sua saúde, como o tipo de tratamento médico quer ou não ser submetida caso não tenha o poder de escolha em razão de doença ou acidente.

Consulte um tabelião de sua confiança para mais informações.