CENSEC é tema de apresentação do Conselho Federal no Ceará

Fortaleza (CE) – O Conselho Federal do Colégio
Notarial do Brasil (CNB-CF) participou no último sábado (08.06), em Fortaleza
(CE) do III Simpósio Cearense de Registro de Títulos e Documentos e Pessoa
Jurídica, evento promovido pelo Instituto de Registro de Títulos e Documentos e
Pessoas Jurídica do Brasil – Seção Ceará (IRTDPJ-CE) em parceria com o
Sinoredi-CE.

No
evento, que reuniu cerca de 200 pessoas de várias cidades do Estado do Ceará, o
assessor jurídico do CNB-CF, Rafael Depieri, e o gerente de projetos da
Seccional de São Paulo do Colégio Notarial do Brasil (CNB-SP), Rodrigo
Villalobos, falaram sobre a implantação da Central Notarial de Serviços
Eletrônicos Compartilhados (CENSEC), instituída pelo Provimento n° 18 do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em sua apresentação, Rafael Depieri delineou
todo o processo de implantação da CENSEC desde o surgimento da iniciativa, que
inicialmente seria coordenada pelo Poder Judiciário e que, após um intenso
trabalho institucional voltou-se para a atividade notarial. “No entanto, tivemos
que executar em um curto espaço de tempo, delimitado pela imposição do CNJ, todo
o processo de criação e implantação da CENSEC, pois não se poderia deixar passar
uma oportunidade como esta, dos próprios notários terem o controle de suas
informações”, disse Depieri.

Embora o início do projeto tenha enfrentado
algumas dificuldades, estas já foram superadas e hoje a CENSEC encontra-se
estabilizada e adaptada às necessidades dos notários brasileiros. “A CENSEC é de
fundamental importância para a atividade notarial, estratégica em todos os
sentidos e, seu funcionamento e eficácia dependem agora de cada um dos senhores
e senhoras”, afirmou Depieri. “O CNJ acompanha passo a passo todas as melhorias
feitas no sistema e hoje tem ciência de que tudo está funcionando normalmente.
Portanto, se até hoje não houve punições pelo não envio de dados a partir de
agora a fiscalização será mais contundente”, completou.

“A CENSEC traz uma oportunidade única para os
cartórios, pois permitirá a interligação e a interconexão entre os diversos
cartórios, beneficiando o usuário que precisa do serviço”, disse a Tabeliã de
Acarapé (CE), Silvanira Rocha. “Hoje não tem mais sentido o cartório ter o seu
acervo fechado em si mesmo, é preciso estar conectado e disponível de forma
integral à prestação de serviço no mundo eletrônico”, completou.

Já o gerente de projetos Rodrigo
Villalobos, responsável pelo projeto de desenvolvimento e implantação da CENSEC
falou sobre o sistema de cadastro de usuários, envio de cargas, prazos
estabelecidos e as principais dificuldades que os notários encontram para
acessar o projeto. “A CENSEC é baseada no sistema SIGNO, desenvolvido ao longo
de um ano em São Paulo. A migração do SIGNO para a CENSEC se deu em três meses e
agora se tornou robusta”, disse.

Villalobos destacou ainda que os processos de
melhorias são contínuos. “Estamos agora trabalhando no procedimento para
digitação de dados off-line e até o final do mês de julho pretendemos também
entregar o módulo que permite o envio de dados retroativos em pacotes anuais”,
afirmou. “Hoje a CENSEC está pronta para receber os dados, o sistema melhorou
muito e não tenho mais nenhuma das dificuldades que tive no início”, disse
Horácio Marques Neto, Tabelião do 2° Ofício de Notas de Maranguape (CE). “É um
projeto importante e temos que dar todo o apoio para que dê certo e fortaleça a
nossa atividade”, finalizou o Tabelião.

Fonte: Site do Notariado